movimentos sociais, internet e marcha das vadias
Veja abaixo entrevista em quatro partes Glauco Cortez, jornalista, doutor em Ciências Sociais e professor da PUC-Campinas, e Mariana Cestari, uma das organizadoras da Marcha das Vadias em Campinas, para o programa Diálogos, produzidos por alunos de jornalismo da PUC-Campinas.
(tirado do blog de Glauco Cortez)
Números que falam – Condição feminina e violência contra a mulher no Brasil (Seminário)
Uma em cada cinco mulheres já sofreu algum tipo de violência e estima-se que, a cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil. Esses dados foram contados pela pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado realizada em 2001 pela Fundação Perseu Abramo, com apoio do SESC. Em 2010, os números da pesquisa foram atualizados.
O Seminário Números que falam – Condição feminina e violência contra a mulher no Brasil, com o professor da USP Gustavo Venturi, coordenador da pesquisa da FPA, tem por objetivo apresentar os números sobre a condição da mulher em 2010. Trata-se de um evento que tem muito a contribuir no debate público que foi colocado nos últimos meses na cidade de Campinas – na região, acontece um estupro a cada 13 horas. O seminário fornece subsídios e reflexões para o andamento da discussão que se coloca urgente e é fundamental aos coletivos e entidades que lidam cotidianamente com a questão da mulher.
Baixe aqui a pesquisa na íntegra está disponível no endereço:
A Fundação Perseu Abramo é um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos, pesquisa e formação política. Criada em 1996 pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), a Fundação realiza pesquisas nacionais sobre temas de interesse da sociedade, publica livros e revistas que traduzem o pensamento de esquerda e progressista. Mantém o acervo histórico do PT e da esquerda, realiza seminários e debates em todo o país e em eventos internacionais, mantém relações com instituições do Brasil e do exterior.
Gustavo Venturi: professor da USP e coordenador da Pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado
Convidam:
Coletivo Marcha das Vadias Campinas:
Marcha Mundial de Mulheres
Promotoras Legais Populares
Seminário Números que falam – Condição feminina e violência
Local: Sindicatos dos Metalúrgicos de Campinas
Rua Dr. Quirino, 560
Sexta-feira, 14 de outubro de 2011
às 19 horas
Mais informações: marchadasvadias.campinas@gmail.com
somos todas vadias
A previsão era de chuva. O dia amanheceu nublado. E cedinho, um post na página do grupo no facebook: “Faça chuva ou faça sol, a Marcha acontece hoje em Campinas. Não fique em dúvida, vá!”.
Eram 9 horas da manhã e começava a aglomeração no Largo da Catedral. Uma faixa com os dizeres “Chega de violência sexual contra as mulheres” e muitos cartazes com as palavras de ordem que correram o mundo, as capitais do Brasil e chegavam ao interior de São Paulo: “Meu corpo, minhas regras”!; “Não é não!” e tantas outras. Tintas e papéis estavam à disposição para quem chegasse e quisesse se expressar.
Foi o que aconteceu. Aos poucos, a praça estava lotada. Mulheres e homens pintavam cartazes e seus corpos. Panfletavam e conversavam entre si e com quem tinha tirado o sábado pra fazer compras na 13 de Maio, a rua mais movimentada do comércio da cidade. “Loucas de Pedra Lilás” cantavam o feminismo e a luta contra a violência à mulher no carro de som.
panfletando, manifestando, coletivizando, lutando e marchando
mulheres em luta, vadias, putas, santas, mães, filhas, tias, tomaremos as ruas do centro de Campinas-SP neste próximo sábado
concentração no largo da Catedral Metropolitana (Nossa Senhora da Conceição), ali na praça José Bonifácio, nas proximidades da 13 de Maio, a partir das 9h
performances, roda de capoeira, conversas, diálogos e lutas feministas … mexeu com uma, mexeu com todas!
VEJAM AI AS OUTRAS PARTES DO NOSSO PANFLETO/MANIFESTO E TODOS OS COLETIVOS E ORGANIZAÇÕES QUE ESTÃO CONSTRUINDO ESTA MARCHA Leia o resto deste post
24 de setembro – Marcha das Vadias Campinas
A Marcha das Vadias, que já correu vários países do mundo e tem se espalhado pelo país, vai acontecer em Campinas, no dia 24 de setembro. A concentração será a partir das 9 horas da manhã, com debates e intervenções na frente da Catedral.
Participe, traga sua frase para o cartaz, mude seu visual. É preciso levantar a nossa voz e dizer não à violência contra a mulher.
Por que marchamos? Leia aqui:
http://marchavadiascampinas.wordpress.com/por-que-marchamos/
Marcha das Vadias – Campinas
Data: Sábado, 24 de setembro de 2011
Horário: A partir das 9 horas, saída da marcha, 11 horas
Local: Em frente a Catedral, no Centro de Campinas
Informações: marchadasvadias.campinas@gmail.com
por que te ofendes?
ja parou para pensar por que te ofendes com as diferenças ou com as bandeiras de lutas das minorias? por que te ofendes com as lutas contra as opressões, contra as imposições, os machismos, xenofobismos, racismos? por que te ofendes com os desejos e com as lutas por uma sociedade justa e um mundo onde as utopias se tornem realidade? por que te ofendes e quer dominar o corpo que não é seu? seria o medo da diversidade, o medo da existência humana sem uma regra dominante de normalidade? seria a necessidade de manter uma situação de heteronormalidade-patriarcal-capitalista onde possa de alguma forma dominar alguém?
A tirinha é Cyanide & Happiness e saiu no
http://www.cyanidetraduzidos.com.br/2011/08/cyanide-happiness-2179.html
Vadias porquê?, por Lena Azevedo
Coisas que causam o estupro. Não é bebida, andar só, nem usar roupa sexy. É o estuprador. 10 mulheres são estupradas por dia. E isso não é piada de mau gosto de Rafinha Bastos – um dos apresentadores do CQC. Eram muitas as manifestações. Cartazes, palavras de ordem, pulos contra o machismo e vaias para os misógenos. Um sábado diferente na zona central de Brasília. Aos poucos elas foram chegando. 18 de junho de 2011. Cenas que entraram para a história do Distrito Federal, tão acostumado a manifestações de trabalhadores, índios, sem terra e outras tantas categorias, vindos de todas as partes do país que desejam protestar no centro do poder. Leia o resto deste post













